Natal

O aniversário é um símbolo. Quando alguém faz anos, não significa que, naquele dia em específico, ela envelheceu. O processo de envelhecimento se dá todos os dias, imperceptívelmente. No entanto, no dia de aniversário, podemos parar para pensar no nosso envelhecimento. Refletir sobre nosso amadurecimento, nossa caminhada, e o que ainda temos de percorrer, de aprender, de amadurecer. Percebemos o amor e carinho das pessoas que nos são caras – e o conforto que isso nos dá.

O dia de Natal é o aniversário de Jesus. Um símbolo. Os historiadores dizem que o dia 25 foi escolhido por religiosos cristãos, bem depois de Cristo, para coincidir com uma festa pagã ao Deus Sol. Jesus, diz o Wikipedia português, provavelmente deve ter nascido em meados de agosto. Mas isso não faz diferença. É como discutir a imagem verdadeira do Cristo (alguns estudos indicam que ele era negro e de cabelos ruins).

Tudo isso não deve abalar a festa de Natal; vem, ao invés, dizer-nos silenciosamente: não se importe com o exterior, com as coisas de fora. O Natal é o nascimento de nosso Cristo interno. Uma data de festividade, luzes, presentes, mas que deveria ser aproveitada para a introspecção.

Jesus é Espírito evoluidíssimo, que já cuidava da Terra antes de encarnar em seu solo. Desceu à Crosta quando percebeu que os seres humanos já estavam preparados para compreender uma pequena parcela de sua mensagem. Um doutor ensinando à crianças. Não que seja superior a nós. Não foi criado perfeito. Seria injustiça de Deus ter filhos mais queridos e mais perfeitos de nascença. Jesus é Cristo porque percorreu mais caminhos que nós, viveu muito mais encarnações: foi criado por Deus primeiro que a humanidade terrestre. Viveu em outras galáxias. Errou também, mas evoluiu muito, de modo que recebeu de algum Superior a tarefa de cuidar de crianças… Nós… Infelizes crianças espirituais, ainda apegadas a guerras, ódios, medos, revoltas, mas também dotadas de sementes de luz, manifestações de carinho, de fé, de cuidado, legítimas.

Este contato entre superiores e inferiores é muito raro. Em geral, caminhamos com pessoas que são mais ou menos iguais a nós. É a lei da afinidade. Vez ou outra alguns mais sábios entram em contato com menores para ensinar-lhes (e aprender, porque todo professor é aluno também). Raríssimas vezes, entretanto, um doutor universitário adentra uma creche. É forçar demais a lei de afinidade. Jesus, como Espírito em condição “crística”, foi esse senhor de bondade e amor que adentrou as portas terrestres para explicar-nos sobre essas coisas mais importantes. Ele não “introduziu” a doutrina de amor nas nossa mentes. Ele abriu nossas mentes para percebermos uma doutrina que, em verdade, já estava em nós desde o princípio.

Temos, em nós, um Cristo interno. Um Cristo ainda latente. O Self junguiano. Temos, em nós, possibilidades desconhecidas de encantar e amar e sermos extremamente felizes. O contato de Cristo-Jesus à humanidade terrestre é um presente do Alto para que possamos perceber isso – porque não há, no mundo, alguém de tenha mais fé em nós do que Jesus. É a grande questão do “Diabo” a Jesus: “Por que se sacrifica tanto em prol dos homens! São tolos, egoístas, mesquinhos! Farão guerras em teu nome! Não te compreenderão nunca…” Mas Jesus esclarece que Deus nos dá o livre-arbítrio para escolhermos o que fazer. Para descobrirmos, por nós próprios, que o amor é o mais correto. Jesus quer que descortinemos nosso Cristo interno, talvez porque já o perceba em nós…

Lembrem-se de vocês naqueles momentos em que estão “divinos”, encantadores – percebam aqueles momentos (poucos, na vida), em que conseguimos compreender tanta coisa, e percebermos a ligação de amor que temos com alguma pessoa querida. Momentos de lágrimas, claro. Preenchimento de algum fluido dentro de nós que faz-nos mais leves, e completos. É o Cristo interno, que se revela pouquíssimas vezes em nós. Jesus acreditava em nós.

Acho que o Natal é um símbolo que significa esperança. Esperança nos homens. Na bondade. No altruísmo. Porque é nesse dia que comemoramos a descida do Cristo. E este movimento sublime, para uma terra tão fria e desolada, só poderia estar carregada desse sentimento: muita esperança, de dias melhores.

Feliz Natal a todos os leitores-amigos deste blog.

Ajudemos os outros. Pensemos menos em nós. Tentemos ser mais sensíveis aos problemas dos outros. E não esqueçamos de estudar a nós próprios. Descobrir aquilo que gostamos em nós, e trabalhar para depurar aquilo que desgostamos. Só assim serems verdadeiramente felizes. Não desanimemos. Jesus tem esperança…

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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2 respostas para Natal

  1. Paula disse:

    Obrigada pelos bonitos votos traduzidos na bonita mensagem, João!

  2. gmdp disse:

    Ahhh.. O que seria de nós sem a esperança?
    Pois que venha um ano muito iluminado e cheio de esperança!
    =D

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