Escrita em pílulas

Acho que estou entendendo o espírito da escrita. Não devemos escrever textos grandes. O leitor não fica com o gostinho de querer dar outra lida. Bom mesmo é texto curto, que o leitor pega e lê uma, duas, três vezes, pelo prazer de rever as palavras tão bem arrumadas. Tudo nele é bem encaixado. Se acrescentar algo, estraga.

O escritor de pílulas é um dissecador da vida humana. Revela, em poucas linhas, as verdades mais inconvenientes.

Estou como Clarice Lispector: “Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever.”