Escrita em pílulas

Acho que estou entendendo o espírito da escrita. Não devemos escrever textos grandes. O leitor não fica com o gostinho de querer dar outra lida. Bom mesmo é texto curto, que o leitor pega e lê uma, duas, três vezes, pelo prazer de rever as palavras tão bem arrumadas. Tudo nele é bem encaixado. Se acrescentar algo, estraga.

O escritor de pílulas é um dissecador da vida humana. Revela, em poucas linhas, as verdades mais inconvenientes.

Estou como Clarice Lispector: “Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever.”

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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2 respostas para Escrita em pílulas

  1. Gosto de textos grandes, mas confesso que só os leio quando o tempo está ao meu favor. Quando isso nao acontece, e ainda mais junta com a falta de paciência, nem um texto curto consegue me prender 🙂

  2. Paula disse:

    Concordo com a Werneck, com você e com Clarice.O meu maior vício de escrita é nem sempre saber ser sucinta.

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