Entendendo o Hino Nacional

Invertendo a ordem das palavras, e procurando algumas palavras no dicionário, dá para entender direitinho nosso belo hino nacional. Olha só:

As margens plácidas ouviram, do Ipiranga, o brado retumbante de um povo heróico.

– Vejam que o sujeito da frase são as margens plácidas. Elas é que ouvem o brado retumbante (grito que ecoa) do povo heróico. Margens plácidas são margens serenas.

E o Sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante.

– Essa dá pra entender. Fúlgido é brilhante.

Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte

– Penhor é a garantia.

Em teu seio, ó Liberdade, a própria morte desafia o nosso peito

A morte está desafiando a Liberdade, em seu seio (seu íntimo, seu coração).

Ó pátria amada, idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso…

Se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandesce, um raio vívido de amor e de esperança à Terra desce.

– Essa é o maior trecho. Vejam que o raio vívido de amor desse à Terra quando há a imagem do Cruzeiro no céu.

Gigante pela própria natureza.

És belo, és forte, impávido colosso.

Colosso é algo muito grande. Impávido é sem medo.

E o teu futuro espelha essa grandeza.

– O futuro do Brasil vai espelhar (vai mirar, ter como modelo) essa grandeza toda.

Terra adorada.

Dentre outras mil (pátrias), és tu, Brasil, ó pátria amada.

És mãe gentil dos filhos deste solo.

Pátria amada, Brasil.

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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2 respostas para Entendendo o Hino Nacional

  1. vinigodoy disse:

    Acho que você se confundiu na primeira frase. O hino quer dizer:

    Alguém ouviu o grito retumbante de um povo heróico, que veio das margens plácidas do rio Ipiranga.

    O sujeito é oculto (por isso tive que incluir a palavra “alguém” na explicação), e não às margens, já que margens nem sequer ouvem.

    Isso porque, pela história oficial, Dom Pedro Primeiro foi até a margem do rio e gritou “Independência ou Morte!”. As pessoas em volta ouviram esse grito.

  2. João disse:

    Não, acho que não.

    Veja que “as margens” não tem crase. Se tivesse, até poderíamos pensar num sujeito indeterminado, que ouviram às margens plácidas do Ipiranga o grito.

    Mas não há crase. De modo que o que acontece é apenas uma inversão, colocando-se o sujeito no fim do verso ao invés do início.

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