Família – ligeira reflexão

Interessante como muda nossa interpretação, quando vemos pessoas queridas – ou nem tanto – do nosso círculo de relacionamentos junto a família que lhes pertence. Já, várias vezes, ao ver uma foto no orkut de um amigo ou conhecido meu abraçado aos pais, ou então assim quando estou dentro da casa de um deles e percebo os pais ou irmãos, sua relação de amor e carinho (e mesmo brigas) com eles, eu penso “Nossa, eu nem me lembrava que eles tem assim, uma família, que nem eu!”.

Parece que a fortaleza aparente, aquela espécie de “independência natural” que enxergamos nas pessoas do nosso dia-a-dia no trabalho, na escola, essa ilusão do individualismo, em acharmos inconscientemente que “cada um vive somente para si” desaparece quase que por completo, fazendo-nos compreendê-las de outra forma. Quando ele ou ela está assim, abraçado à sua família, ou levando uma bronca da mãe, ou chamando o pai de “senhor”, ou pedindo carinho da irmã, a gente passa a enxergá-lo/la mais frágil do que parecia ser, mais emocional, partido, dependente. Parecido com qualquer um de nós…

Mais humano, enfim.

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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3 respostas para Família – ligeira reflexão

  1. Paula disse:

    Oi, João!

    Há quanto tempo não vinha aqui! E que sensação boa tive ao fazê-lo! Sabe, eu sempre fui de brigar ( discutir,defender meus argumentos,discordar,polemizar muito) dentro de casa.Santa paciência (e amor paterno e materno, imagino eu) têm meus pais! Como eu sinto falta deles! Já há dois anos.. se posso dizer, que nós vivemos separados.. desde que fui para o intercâmbio, depois voltei.. passei 4 meses em casa e woops.. vim para o Rio. Constantemente sinto que a distância acentua ainda mais esse sentimento que você descreveu tão bem e sinteticamente: a fragilidade. Parece que mesmo que os pais também stenham suas prórprias inseguranças, eles nos transmitem a certeza de que “tudo vai dar certo” – e vindo deles, a gente até acredita. Aprendi , observando eles talvez, e a mim mesma que para ser humano nesse mundo às vezes tão adverso e hostil, e sê-lo de maneira honesta e sincera.. sem atos nem máscaras, devemos ser “seguros de sermos inseguros”.. afinal.. todos nós o somos! -Digo, humanos!Bem que eu poderia usar de um abraço irmão nesse momento – mesmo que não de um irmão de sangue. 😀 Digamos que suas palavras compensem!

  2. NIna disse:

    Oi João Paulo, desde que o adicionei tenho lido você, tudo que escreve é muito bom, supreendentemente simples, porém, não simplista. É leve e fustigante da curiosidade. Parabéns!
    Concordo e saliento é na família que nos revelamos como somos.
    Carência ou abundância de coragem, medo, força, fraqueza, alegria, tristeza, amor…São nossas características somos humanos! E se temos uma família(todos temos), seja ela como for, sem dúvidas estamos a caminho da humanidade real. E não diria sem máscaras, mas sem reservas.
    Se nos comportamos de variados modos no social isso não deixa de ser uma estratégia subconsciente de sobrevivência e aprendizado.
    Ah! como é bom ouvir “Deus te abençõe filha” ou uma bronca bem dada, dessas que jamais se esquece. 😉
    Eu diria João que sou uma “dependente natural”.
    Amooo minha família!!!

    Reafirmo a admiração por esse seu talento até então de mim desconhecido. Continui!

  3. João disse:

    Nina, você por aqui! 🙂

    Seja bem-vinda, sempre! Depois me conte de sua vida como professora, quero muito saber, porque um dia vou seguir este caminho também.

    Abração.

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