Mundo sem fé

Acho maravilhoso escrever sobre as coisas simples da vida. O sorriso de uma criança, por exemplo, é algo tão sutil, tão suave e, ao mesmo tempo, tão maravilhoso e cheio de força, que impossível se é falar dele sem sentirmo-nos tocados.

A simplicidade dos homens e mulheres da roça, árduos trabalhadores, que desconhecem a internet e o shopping, os romances best-seller e os lançamentos cinematográficos, mas que aparentam um equilíbrio tão grande, me é belo. Não há surtos de loucura, depressões ou suicídios nas mansas fazendas com vacas, galinhas e plantas, pá e muito serviço braçal.

Isso me faz refletir sobre a vida na grandes cidades, a movimentação humana no Ocidente de um modo geral, e principalmente naqueles sentimentos que predominam em quase tudo: o materialismo, o imediatismo, o egocentrismo e o ateísmo.

As grandes descobertas tecnológicas; o conhecimento científico e seus inúmeros avanços; a valorização do prazer, inventado e reinventado por diversos artefatos humanos (ultrapotentes televisores, videogames, ar-condicionado, automação, sanduíches, roupas, jóias); meios de transporte e comunicação cada vez melhores. Uma gama de transformações que não conseguimos absorver de todo, ainda, e que talvez nunca venhamos a conseguir, em função de sua mudança tresloucada.

O poder do homem sobre a Natureza aumentou muito, isso é fato. Diante de tudo o que pode melhorar, ainda é muito pouco, é claro (imaginem as tecnologias no terceiro milênio!), mas estes poucos séculos de capitalismo fizeram-nos sair das sombras da Idade Média e alcançarmos um planeta completamente iluminado por letreiros de gás neón, totalmente globalizado e interconectado.

Mas, se o externo transformou-se, o interno ainda está engatinhando, em termos de transformação. O homem acredita ter poder e considera-se “semi-deus”. Os médicos consideram-se autores da vida, por causa da clonagem e das inseminações artificiais! Os cientistas consideram-se os criadores do Universo pela teoria do Big-Bang! Os publicitários consideram-se os senhores do convencimento e comunicação, pelo encantamento de cores e mensagens de suas campanhas.

O que falta, entretanto?

A resposta não poderia ser mais clara: Deus.

A ausência de fé é um dos grandes males do mundo da atualidade. Para acreditarmos em Deus, basta sermos lógicos e sinceros conosco mesmo. Somos pequenos e frágeis. Lembremo-nos de nos guiar pela razão e não pelo ego, e vamos sempre dizer: tudo o que existe, todas as coisas que há no planeta Terra, os próprios planetas e sistemas, todo esse emaranhado de cores, luzes, massa, gases, não pode ter vindo do nada, não pode ter sido criado do nada, porque o nada não é capaz de criar nada!

Um pouco mais de humildade nos fará visualizar, de forma clara e certa, que Deus – ou o que quer que lho chamem – tem de existir. E um pouco mais de sensatez nos fará vislumbrar que este senhor da vida (e estou colocando em minúsculos para não ofender o ego dos ateístas que lêem estas minhas palavras), esta força criadora de tudo, ela ainda está presente e pulsando na criação inteira!

Olhemos para este mundão, vocês acham que tá tudo assim, abandonado, que ninguém cuida dessa casa, que tudo está entregue aos farrapos? Que não existe algo pulsando para o amor? Que as ações de caridade, humildade, carinho não valem a pena e tem força? As coincidências, os encontros, as chances, serão meros jogos do acaso ou lições carinhosamente conduzidas?

O amor, afinal, é ou não é algo maior que apenas um jogo de hormônios animais?

Ah, leitores… O mal do mundo é a falta de fé!…

O que causa a loucura, a obsessão… Alimenta a vaidade… Leva a falta de ideais de vida… Insiste no prazer efêmero das coisas… Causa depressão… A ausência de lutar para o bem… O suicídio…

O fenômeno da fé é inexplicável, mas maravilhoso. Já disse aqui no blog, e repito: quando embuídos de fé, não perdemos a racionalidade, pelo contrário: adquirimos uma momentânea superracionalidade. As coisas não parecem mais claras e óbvias. E temos a certeza de que sermos pessoas boas e éticas vale a pena. Que o amor é a coisa mais importante de tudo o que existir nessa face da Terra.

Hoje é Dia das Crianças. As crianças são criaturas maravilhosas que nos encantam e emocionam com a simplicidade. E hoje, também, (coincidência ou não) é dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. É como Maria de Nazaré desejou aparecer em terras brasileiras: como negra, para simples pescadores, no interior de São Paulo.

Maria de Nazaré é o lado mãe de Deus para a Terra. Sim, Deus tem um lado mãe, ele não é só pai. Ora, fomos gestados por Ele/Ela, saímos da barriga Dele/Dela, por assim dizer!

Sintamo-nos, pois, acolhidos pelos braços maternais de Deus, por intermédio da figura santa de uma mulher incomparável, um grande Espírito: Maria de Nazaré, mãe de Jesus, com a roupagem de Nossa Senhora Aparecida, e sigamos orando, sentindo-a, como bons brasileiros cristãos…

Porque o Brasil é essa terra maravilhosa escolhida por Nosso Senhor Jesus para iluminar a Terra toda, não com a força ou perspicácia, mas com a fé, clareando os rincões escuros do materialismo e egoísmo!

Anúncios

Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Mundo sem fé

  1. Nina disse:

    Creio que esta é a pátria. E talvés nós estejamos vivenciando o momento de amadurecimento daquilo que concebemos por fé. Ou seja, a fé positivamente proveitosa deve ser ativa e despida de qualquer preconceito…daí eu pergunto: como anda a nossa ação? De modo geral, que temos feito de fato para coletivo, individual, e mais, para o intrapessoal?… Todas essa perguntas talvés pareçam descrentes, mas, não são até porque as respostas não são tão obvias e nós ainda não conseguimos vislumbrar toda a trama natural das leis que nos regem. Contudo, elas se fazem cumprir na medida que se aprimora nosso senso de justiça, amor…….
    Uma sugestão para a frase ao lado.
    “Em todo instante, confio em Deus. No que faço, penso em Deus. Com quem vivo, amo a Deus. Por onde sigo, sigo com Deus. No que acontece, Deus faz o melhor. Tudo o que tenho, é bênção de Deus.” (Emmanuel, Ação e Caminho, 14, FCXavier, edição IDEAL)
    Forte abraço.
    Inté!

    Nina

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s