O amor

O amor é uma força irresistível. Digo força, mas aquele que se utiliza dessa “força” não está oprimindo o outro, pelo contrário. Justamente se está dizendo “Eu quero só o seu bem…”. E, talvez por isso, seja a força mais poderosa do Universo. Como resistir a algo que só nos quer bem?

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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6 respostas para O amor

  1. e quando faz bem e mal ao mesmo tempo, ainda seria amor?

  2. João disse:

    Não sei. A pergunta é filosoficamente difícil. Que mal seria este? E qual é o bem de que eu falo?

    Mas, sem elucubrações profundas, Rhayane, acho que o mal nunca pode vir do amor verdadeiro. Porque amor é esquecer-se a si mesmo. É anular-se em prol de quem se ama. E por isso o outro (o que está sendo amado) se dobrará a essa força – porque como pode alguém querer despistá-la?

    Estou me referindo a um amor em sua forma mais pura aqui na Terra. Aquele que, geralmente, vem da mãe. Se essas queridas senhoras que são as nossas mamães estão fazendo-nos o bem e o mal ao mesmo tempo (por exemplo, quando elas ao mesmo tempo nos amam e nos sufocam), a expressão “maléfica” do amor já não é mais amor, entende? É amor com alguma pitada de egoísmo, de possessão.

    Eu acho que o amor verdadeiro é aquele capaz da renúncia e do sacrifício em prol do outro. Não espera nada em troca, nem mesmo a compreensão do outro. É amor difícil de se encontrar entre casais (claro, porque naturalmente o cônjuge espera do outro alguma coisa, não se oferece assim de graça, por caridade). Por isso ainda remeto-me às mães – e pais também, que são capazes de amarem seus filhos sem pedir nada em troca.

    Mas, vamos continuar o blá-blá-blá. 🙂 O que você quer dizer com amor que faz bem e mal ao mesmo tempo?

    Grande abraço, sumidona!

  3. Paula disse:

    Acho que o amor puro é tão ideal.. tão intangível . Além disso, ele é universal e almejado por todos os seres humanos (a ver- outros animais também – aqueles capazes de amar.. ou de, no mínimo.. nutrir afeto por outro ser ou por si mesmo)… ao mesmo tempo é para cada um algo muito pessoal e intransferível.
    O amor resta ainda uma incógnita.
    Discordo, entretato, que ele só faça bem, pois se em seu estado puro é tão difícil de ser encontrado.. ele vem a nós acompanhado de posse, de ciúmes, de dor, de raiva.. em muitos momentos.. sentimentos que , em demasia, fazem um estrago tremendo.
    De qualquer forma, o amor se sustenta! E como é belo! E como é bom! Em todas suas formas.. ainda que tortas.
    João?Você já ouviu a música Paula e Bebeto, do Milton Nascimento? Acho que ela ilustra bem essa reflexão que você aqui nos propôs.
    À propósito: saudades.

  4. João disse:

    Ah, Paula querida, que saudades de você! Você parece um passarinho! Vou lhe dar um apelido de beija-flor. Quase nunca vejo, o beija-flor. Às vezes estamos assim, levando a vida, e do nada ele aparece!Vem voando nos alegrar. Mas é passageiro… Logo em seguida a vida chama (outra flor, outros nécatres – as experiências que clamam!), e o meu amigo beija-flor vai-se embora! E as flores antigas – as velhas flores goianienses, ipês brancos, amarelos! – ficam a esperar…

    🙂

    Mas isso é só uma ilustração. No fim, nós não somos flores, somos pássaros também, voando pela vida, vez ou outra cruzando no ar com outros…

    Olha, sobre a discussão sobre o amor, não sei se vocês conseguiram compreender o amor de que eu estava falando. Primeira coisa: esqueçam o amor entre um homem e uma mulher. Quase nunca encontramos desse amor que falo entre eles. Talvez, sim, num casal de velhinhos. Mas acho que a imagem que melhor ilustra esse amor – que não quer nada em troca, que ama sem esperar ser amado, que doa de si sem exigir retribuição ou mesmo compreensão do outro – é, sem dúvidas, o amor de mãe.

    É desse amor que estou falando! De um amor irresistível. Não é aquele amor arrebatador das paixões instantâneas. É algo mais sutil, e muito mais forte. Porque não causa essa arrebatação cheia de desejo. Simplesmente nos dobramos (choramos!) a esse amor, quando realmente nos sensibilizamos à ele.

    É um amor sublime. Que não quer nada de nós. É um amor que nos considera como seres humanos. Que nos envolve por completo.

    Acho que aí nós chegamos no que é verdadeiramente o amor.

    O amor generalizado, que se usa entre namorados, entre amigos, entre parentes, enfim, esse amor que representa carinho, chamego, cuidado e exige aqui e acolá alguma retribuição, esse não é o amor que eu estou falando.

    O amor que eu estou falando se aproxima do sacrifício, da anulação de si mesmo. Muitas vezes se aproxima até da dor, por mais paradoxal que possa ser. Não é um amor que vemos por aí toda hora.

    Por exemplo, a imagem de uma mãe que cuida de um filho paralítico, débil mental, que grita atormentado todas as madrugadas. A mãe acorda, envolve-o nos braços e entoa uma canção, acariciando-o com leveza. Este para de gritar, para olhar num ponto qualquer da parede do quarto, ainda um pouco ofegante, mas aparentemente mais tranquilo. A mãe chora discretamente, decidindo a cada segundo que amará o seu filhinho até o fim, do jeitinho que ele é.

    É desse que eu estou falando…

    • Paula disse:

      Puxa João, se pudesses me ver agora.. veria que eu corei com o apelido que me destes – obrigada! Sabe.. me sinto sim como um pássaro nas minhas idas e vindas e na minha eterca e (in)cansável busca por novos sabores.. um beija-flor como você diz.

      À propósito.. me encontro em uma das vindas.. estou e ficarei em Goiânia até o dia 18 de fevereiro. Estou me recuperando de uma cirurgia ( não se preocupe.. estou bem de saúde – depois lhe conto em detalhes) e ia sugerir que tomemos um café ou algo assim daqui uns dias.O que me diz?!Também estou com saudades suas!

      Bom, quanto à discussão acima.. eu entendi a qual amor você estava se referindo da primeira vez, mas ainda assim discordei. Eu compreendo que esse amor – o amor de mãe,por exemplo- exista e acho muito bonito e legítimo. Apenas não acredito que ele faça só bem, nem que ele se aplique à todos os casos. Não quero ser desrespeituosa.. muito menos às mães (papel que um dia em um futuro ainda distante eu desejo muito exercer – talvez aí então eu mude de opinião). Mas veja: o amor de mãe também é possessivo – “meu filho isso, meu filho aquilo”; o amor de mãe também faz cobranças – por reconhecimento que seja- de tudo aquilo que ela abdica em nome de sua prole, o amor de mãe também sufoca. Penso, que no entanto.. não é menos amor por isso. Espero que eu tenha me expressado mais ou menos bem.. ultimamente tenho tido certa dificuldade em escrever.

      “)

  5. João disse:

    Paula, vamos combinar de sair sim. Quero saber que cirurgia é essa. Estou estagiando äs tardes mas de noite e de manhã estou livre, e tambèm nos fins de semana, claro. Me mande por e-mail seu cel (ou por depoimento no orkut).

    Podemos conversar mais sobre este e outros assuntos. Contar as novidades. Os projetos de vida. Como está andando a vida. Como foi o ano. Enfim.

    Ainda acho que acha sim um amor desses, sem que se exija nada. Não um amor como uma conduta contínua amorosa, porque manter um amor tão elevado assim, toda hora, é impossível para um ser-humano. Mas, talvez, em alguns momentos pontuais, todos nós possamos doar esse amor incondicional, e recebê-lo também.

    Por isso, acho, também, que esse amor ao qual me refiro é um amor mais de natureza espiritual. É o amor dos nossos guias espirituais para conosco, ou de Maria, ou de Jesus. Veja você, estava falando em sacrifício e dor, e é justamente pelo sacrifício que Jesus demonstrou nos amar. E é pela dor dilacerada de mãe que Maria costuma ser lembrada…

    Esse amor que eu falo no texto é, mesmo (agora estou refletindo isso), um amor paternal/maternal de ordem mais elevada, que não podemos compreender de todo, mas que vez ou outra conseguimos sentir.

    Bom, esse assunto é “prosa boa”. 🙂

    Vou postar um vídeo para complementar a discussão.

    Abração!

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