Sabedoria pauliana

Ser você, essencialmente você, sem máscaras, sem se prestar a papéis programados para provocar agrado no outro, mas que em todo seu despojamento agradam. Isso é, para mim, a intimidade ideal. Pura assim ela é amizade última. Se a ela eventualmente se emprestam certas fantasias (as quais as partes sejam capazes e voluntárias de incorporar), ela se torna amizade em sintonia com o tesão.

Paula, do blog Pelas Palavras Pequenas (cliquem em Maria, Maria, aqui do lado).

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Sobre João

Olá, amigo do outro lado da tela.
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3 respostas para Sabedoria pauliana

  1. Paula disse:

    Que bom que você fez menção – eu ia reclamar os direitos autorais. Hehehe 🙂 Estou um pouco constrangida.. mas.. da mesma forma que ao falarmos as palavras elas deixam de nos pertencer.. ao escrevê-las elas se tornam públicas de certa forma.. Só não entendi se você fez a citação porque concorda e se identifica com ela ou porque quis explicitá-la para provocar polêmica. .. Aguardo a continuação desta discussão.. Saudades de você, João! Aquela nossa conversa com café aquele dia foi muito boa!

  2. nem sei direito como começar, acho que dizer que até que sinto falta do nosso colégio quando leio o blog de vocês já é um começo.
    mas o que queria deixar aqui é uma alternativa que geralmente ignoramos. esquecendo um pouco a questão central do post mas falando das máscaras. alguns estudiosos (mais pra área da mecânica quântica) afirmam que somos formados de máscaras porém quando removemos todas o que resta é o vazio, o nada. contrario da noção de essência ou origem, pois essa questão não existe para estes, mesmo que nas máscaras se encontre padrões de comportamento.

    pensar nessa idéia me deixa um pouco atordoado, porém é válido refletir.
    bom feriado.
    bjos.

    • João disse:

      Talvez tenha sentido, mas acho que o conceito que a Paula dá de intimidade é muito válido. Porque realmente, quando temos intimidade com alguém, não temos medo de ser nós mesmos. As máscaras são essas atitudes programadas que temos para proteger-nos. Com alguém que nos é íntimo, não precisamos nos proteger, e nos entregamos…

      Quando estou com amigo meu de muitos anos, não tenho a mesma intimidade que tenho com um conhecido da faculdade. Muitas vezes, você pode ter mais intimidade com a segunda namorada do que tinha com a primeira. E pode ter mais intimidade com a mãe que com o pai. Porque, em todos esses casos, você se sente mais a vontade para ser você mesmo, com suas idéias, gostos e jeitos.

      A intimidade ideal é poder ser você mesmo.

      O que é ser nós mesmos? Para mim, é sermos, simplesmente. Acredito que somos alguma coisa.

      Para essa teoria, seria “remover muitas máscaras” (não todas, porque senão fica vazio, como disse). Mas remover tantas máscaras que você acaba achando que não tem nenhuma a mais para remover.

      No fim, a sensação de paz interior e de alegria íntima é a mesma, num e noutro caso.

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