Frase no orkut

Li uma frase da comunidade “Desapego” no orkut de grande verdade: “Queira! Mas esteja disposto a abrir mão, se não for para ser seu…”

Ah, quanta verdade nesta frase!

E como é difícil ser assim. Porque se é verdade que não podemos deixar morrer os desejos que brotam de nós, mais ainda devemos compreender que nem tudo dá pra acontecer do jeito que queremos.

O exercício de “querer” simboliza a vida, o amar a si próprio e querer coisas boas para si (o que é saudável). O “deixar ir” pode parecer, ao revés, uma falta de amor a si próprio, mas na verdade, é outra faceta sutil do amor a si, porque permite que as coisas sigam seus próprios caminhos, desligando-se de desejos inviáveis (que só lhe prejudicariam), permitindo, outrossim, que novas chances de desejar apareçam mais a frente.

Porque, se não de para ser do jeito que queria; se a pessoa maravilhosa que você deseja para ser seu par não gosta de você; se a vaga do emprego que você queria, outro pegou; se tudo isso acontece, nós temos duas escolhas: ou nos prender no que poderia ter sido, ou simplesmente deixar que tudo vá (mesmo que vá feliz!), e esperar que outras coisas venham…

Na próxima, estaremos esperando menos da vida. E isso é bom. Porque assim podemos ser agradavelmente supreendidos!…

(eu tenho a impressão de que a vida me deixou sem nenhum par por enquanto, para que eu aprenda a não desejar muito – porque eu sou muito apegado!; quando aprender a desapegar, a esperar menos, aí sim, sem eu perceber, vai vir um bonito passarinho voar até o meu ombro…)

É ou não é?

É ou não é?

Sou o que sou

O que gosto

O que não gosto

O que sei e não sei que sou

Mas, ah!

Quantas coisas queria ser

E que ainda não sou!

Queria ser, eu,

algo mais do que eu!

A vida, eu posso ver

Parece mais forte que meu ser!

Nesse turbilhão em que perdemos

Parece que nunca, a nada,

correspondemos!

Se é preciso saber,

sei pouco!

Se é preciso entender,

me perco!

Se faço que quero,

sou louco!

Parece que nada arranja jeito!

Como ser, então,

feliz?

Sendo nada além

de aprendiz?

Mas, depois, começo a refletir

E tudo vai ficando menos rude

Estaria a vida a exigir

Algo além do “melhor que pude?”

Vem, devagar, a paz

De novo a me alcançar

De fato, rapaz,

Não há o que reclamar!

Se sou, mesmo pouco,

Alguma coisa ali há

E isso, mesmo que pequenininho,

Já está bom, pra começar!

O sonho de ser mais

Alimenta o meu ser

Mas, nem por isso

Vou deixar de viver

E por desejar ser algo

Que não sou nem um tiquinho

Quem poderá dizer

Que já não sou isso um pouquinho?

Teoria da Felicidade – As pessoas mais irritantes nos possibilitam a descoberta de nós próprios

É verdade. O título já diz tudo.

Nossa meta é sermos felizes. Não há felicidade dissociada do auto-descobrimento. Se não sei o que sou, o que gosto, o que não gosto, se não consigo reconhecer minhas qualidades, meus defeitos, eu nunca conseguirei alcançar a felicidade. As pessoas mais felizes são aquelas que mais dominam as suas próprias ações, pensamentos, as que mais conhecem aquilo que conseguem e não conseguem fazer.

Nesta jornada de auto-descobrimento, uma das melhores maneiras de entender o que somos é refletir sobre as nossas reações, quando em contato com pessoas que conseguem nos irritar, incomodar ou afetar de uma maneira ruim. É maravilhoso refletir sobre o porque de nos afetarmos em contato com determinadas pessoas. Não que eu esteja sendo masoquista, mas se essas pessoas nos afetam, prejudicando nossa felicidade, isso é sinal de que temos de reformular nossos mecanismos mentais, nossas ações, nossa conduta, nossos pensamentos e julgamentos, no sentido de não mais ficarmos infelizes por causa disso.

A pessoa irritante não tem culpa de ser o que é. Um dia, ela passa, e outras parecidas entram em contato conosco. A verdade é que elas nunca vão parar, sempre existirão, de modo que matá-las não é a melhor solução. 🙂

Temos de descobrir meios para não mais nos irritarmos com isso. Para isso, temos de descobrir a resposta para a questão chave: por que nos afetamos com isso?

E aí vamos descobrindo a nós próprios. O que nos falta, em termos de paciência, humildade. Vamos descobrindo que há muitas falhas em nós. Ora, não é todo mundo que é afetado quando essa pessoa age da maneira que age. Por que, então, nós nos afetamos? Tem um motivo todo escondido, dentro de nós e só nosso.

Tentem fazer isso. Reflitam, pensem, achem respostas.