Chico Buarque

Francisco Buarque de Holanda

Não sei, há alguma coisa bela na voz feia do Chico Buarque que me encanta! Claro, é um cara genial, com letras maravilhosas, mas a sua voz é simplesmente uma… incógnita.

É um gênio, o Chico Buarque. Temos que saber apreciar os feras brasileiros. Eu, na verdade, gosto dele nem pela luta contra a ditadura ou por ele desnudar a alma feminina em suas letras. Na verdade, postei hoje três músicas dele na página “Músicas Nacionais”, mas nem uma nem outra são aquelas músicas “subversivas”, combatendo o regime (pelo menos, eu acho que não – vai saber se há algo subliminar…), e nem é uma música que fala de amor. Acho mais bonita aquelas suas músicas dotadas de uma beleza simples, um olhar tão sensível para as coisas da vida, o povo, as dores. E em suas linhas uma certa esperança, penso.

Postei “A Banda”, que é uma música simplesmente maravilhosa… É uma glorificação à música. É uma prece, quase, ao poder da música. “Estava a toa na vida, o meu amor me chamou!, pra ver a banda passar, cantando coisas de amor”. E essa parte, linda: “A minha gente sofrida, despediu-se da dor, pra ver a banda passar, cantando coisas de amor…”. E daí em diante vai dizendo o encantamento sedutor que a banda provoca na cidade…

Postei “Até o Fim”, na voz de Zeca Baleiro, é gostosíssima pela musicalidade, e também de uma letra genial.

E, por fim, postei a música “Gente humilde”, emocionante, na qual eu me identifico quase que completamente.

E, se interessarem, procurem no YouTube a “Ciranda da Bailarina”, engraçadíssima, na voz de Adriana Calcanhoto. Essa não está postada no blog.