Sobre os dons naturais (1)

A reportagem do menino de poucos anos de idade que, inexplicavelmente, toca piano como se fosse um grande profissional, nos leva a refletir sobre algumas questões. Se acreditamos em Deus (acho que a maioria dos leitores acreditam), e se Ele/Ela é sinônimo de amor (como também acho que todos assim compreendem), não poderia agir injustamente com as suas criaturas. Entretanto, como explicar o nascimento dessas criaturazinhas fantásticas, talentosíssimas, se comparadas ao nível médio da humanidade? Como explicar gênios como Einstein, Mozart, craques como Pelé, pessoas tão amoráveis e santas como Madre Tereza de Calcutá ou Francisco de Assis? Deus estaria sendo injusto, nestes casos, porque estaria criando filhos mais perfeitos que outros.

Mas Deus não pode ser injusto, sob pena de não representar o amor na sua plenitude. A razã0 (fé raciocinada) nos leva a crer que Deus assim não agiria. Tais talentos, então, só podem ser explicados pela reencarnação. Deus cria todos iguais, e as criaturas, pelo livre-arbítrio, escolhem percorrer tais ou quais caminhos, aprender ali ou aqui e, através da perseverança, vão evoluindo, adquirindo novas habilidades, novos valores, vão moldando o seu caráter. Esse processo se dá em várias vidas. De modo que, quando nasce uma criança hoje, ela já é muito velha, tem milhões de anos, e guarda dentro de si toda a bagagem das vidas passadas. Explica-se, assim, a habilidade nata no piano que a criança tem, por exemplo. Explica-se, igualmente, essas diferenças discrepantes que às vezes encontramos no caráter de dois irmãos gêmeos (que, olha só, possuem material genético idêntico).

Então, tudo nos leva a crer que a reencarnação deve existir.

Mas a partir do momento em que acreditamos nela, temos de responder algumas indagações naturais. Por que não lembramos nitidamente de nossas vidas passadas? Por que há este véu do esquecimento?

Se Deus assim quis, é porque há um bom motivo, já que ele representa o amor e a justiça. Vamos começar assim nossa reflexão. Se há um bom motivo, podemos raciocinar (fé raciocinada) para encontrá-lo. Você, leitor, mesmo que não acredite em reencarnação, poderia dar algum palpite?

Vou parar por aqui. Vou deixar o leitor pensando…

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Chrystian, eu ia comentar, mas preferi um novo post. 🙂

Vá pensando aí. Vamos chegar a uma resposta juntos…