Ouvir o outro

As discussões políticas apaixonadas e desrespeitosas só fazem mal à política. O ódio e a raiva são antidemocráticos por si mesmos, pois o sujeito age negando o que o outro pensa e sente, não lhe dando ouvidos, não lhe dando chance alguma.

As manifestações agressivas são mais que antidemocráticas: são atos de desamor, pois ao negar o que o outro pensa e sente, nega-se o próprio ser humano que ali está, com seus propósitos, contradições, ideiais, história de vida, família…

O sujeito se nega a entender seu “irmão de espécie”, como se aquele não fosse também um ser humano, igual a ele. Se nega a conviver com o seu “irmão de terra”, ainda que a convivência seja uma fatalidade, pois ninguém poderá se mudar para Marte ou coisa do gênero.

Por isso eu penso que a boa luta política se faz através do diálogo, através da busca em encontrar o outro – ainda que, neste processo, também encontremos a nós mesmos, e percebamos as nossas diferenças em relação ao outro (talvez menores do que imaginemos, num primeiro momento).

Para finalizar, lembrei-me de Nelson Madela, que incentivou seu companheiro de lutas Mac Maharaj a aprender o aficâner, e ainda que este relutasse, dizendo “mas esta é a língua do opressor”, ele respondesse: “mas nós precisamos entender como eles pensam”, e quando este mesmo amigo o criticara por ter chamado de íntegro um chefe político racista, ele retrucou: “não importa o quanto somos inimigos, precisamos acreditar na integridade do outro homem” (trechos do documentário: https://www.youtube.com/watch?v=SzY8EnTakvw).

Trecho interessante

“Você não está no patamar de excelência em que gostaria de estar, para cumprimento de suas responsabilidades, mas se lhe falta cultura, inteligência, maturidade ou mesmo virtude para exercer uma função que a Divina Providência lhe confiou, transforme a carência em êmulo constante à labuta de auto-transcendência, certo de que as lacunas da alma pedem preenchimento, mas, acima de tudo, uma busca de auto-superação, em atitude serena, humilde e sincera, para não pretender ser nem parecer melhor que os outros, nem se estressar para se converter no que ainda não é possível para seu atual plano evolutivo.” Gustavo Henrique

http://www.saltoquantico.com.br/2001/01/09/inspiracao-para-a-paz/

Teoria da Felicidade – As pessoas mais irritantes nos possibilitam a descoberta de nós próprios

É verdade. O título já diz tudo.

Nossa meta é sermos felizes. Não há felicidade dissociada do auto-descobrimento. Se não sei o que sou, o que gosto, o que não gosto, se não consigo reconhecer minhas qualidades, meus defeitos, eu nunca conseguirei alcançar a felicidade. As pessoas mais felizes são aquelas que mais dominam as suas próprias ações, pensamentos, as que mais conhecem aquilo que conseguem e não conseguem fazer.

Nesta jornada de auto-descobrimento, uma das melhores maneiras de entender o que somos é refletir sobre as nossas reações, quando em contato com pessoas que conseguem nos irritar, incomodar ou afetar de uma maneira ruim. É maravilhoso refletir sobre o porque de nos afetarmos em contato com determinadas pessoas. Não que eu esteja sendo masoquista, mas se essas pessoas nos afetam, prejudicando nossa felicidade, isso é sinal de que temos de reformular nossos mecanismos mentais, nossas ações, nossa conduta, nossos pensamentos e julgamentos, no sentido de não mais ficarmos infelizes por causa disso.

A pessoa irritante não tem culpa de ser o que é. Um dia, ela passa, e outras parecidas entram em contato conosco. A verdade é que elas nunca vão parar, sempre existirão, de modo que matá-las não é a melhor solução. 🙂

Temos de descobrir meios para não mais nos irritarmos com isso. Para isso, temos de descobrir a resposta para a questão chave: por que nos afetamos com isso?

E aí vamos descobrindo a nós próprios. O que nos falta, em termos de paciência, humildade. Vamos descobrindo que há muitas falhas em nós. Ora, não é todo mundo que é afetado quando essa pessoa age da maneira que age. Por que, então, nós nos afetamos? Tem um motivo todo escondido, dentro de nós e só nosso.

Tentem fazer isso. Reflitam, pensem, achem respostas.

Equilíbrio Mental

Como é importante, meus queridos amigos leitores, o equilíbrio mental ao longo do dia. Não sei se com vocês é assim, mas comigo é tão difícil conseguir manter um equilíbrio de pensamentos, uma paz na casa mental, durante o dia todo! Teria de ser assim. Entretanto, sem motivo aparente, muitas vezes estou em clima de desânimo, de raiva com todos, de pressão psíquica para ofender, de sensibilidade boba para com qualquer frase menos feliz dos outros. Isso acontece comigo, várias vezes, sem que eu encontre alguma razão que justificaria esses estados mentais (alguma preocupação, alguma ofensa).  E isso me prejudica tanto nos relacionamentos humanos (porque não consigo ser quem eu sou verdadeiramente), e nos deveres que tenho de cumprir ao longo do dia.

Temos, por isso, de manter a vigilância nos pensamentos. Vigilância constante! Não basta orar. Temos de vigiar, para não nos pegarmos fazendo e agindo de modo totalmente contrário ao que acreditamos e pregamos. Para não ofendermos as pessoas. Para não nos culparmos depois.

Isso porque o Espiritismo nos revela um segredinho: muitas vezes somos induzidos a determinados comportamentos, por influenciação de espíritos menos felizes, que se ligam a nós por um motivo ou outro e esperam que sintonizemos com seu estado mental. Invariavelmente, sintonizamos! Não vigiamos direito, e por isso, à simples aproximação de um irmão desencarnado mais raivoso, tornamo-nos mais raivoso; a simples presença de um espírito mais apegado ao sexo faz que pensemos nisso constantemente…

Vigiar, gente! Mudar o rumo dos pensamentos. Sermos senhores de nós próprios. Vejam, que por mais que sejamos influenciados, o simples fato de o sermos já mostra a nossa culpa: estamos deixando. Porque toda influência pressupõe uma abertura por parte do influenciado. É, ou não é? A culpa não é dos espíritos. A culpa não é do “Diabo ou os demônios”. A culpa é nossa, por nossa invigilância. Eles escolheram agir assim. Nós podemos escolher agir de outra forma. Temos de lembrar, antes de qualquer pensamento menos feliz, se ele é ou não proveniente de nós próprios. Se sim, trabalhar para a reciclagem de pensamentos, melhorando também nossas ações. Se não, ficar atento e fortalecer nossas defesas mentais. Igualmente, também, trabalhar pela melhoria interna, porque se houve sugestão de pensamentos por parte de uma entidade desencarnada e ela ecoou na nossa acústica mental tal como se nós tivéssemos pensado, é porque estamos, de alguma forma, permitindo tal influenciação (e até aprovando-a, muitas vezes).

Vou abrir um parênteses e dizer: a verdade do mundo espiritual é inquestionável, para aquele que estude um pouquinho acerca da mediunidade. Digo isso para os leitores céticos que porventura achem que estou pirando. Estudem a mediunidade, procurem saber um pouco mais, leiam “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec. Há comunidades inteiras de espíritos, que nada mais são que pessoas desencarnadas. Elas vivem em lugares que satisfazem ao seu tipo e as suas necessidades. Os mais lúcidos já procuram trabalhar para a melhora íntima, e habitam colônias espirituais organizadas, acima da crosta terrestre. Ingressam em grupos de apoio, de estudo, já programam novas encarnações. Os mais apegados à matéria e as sensações permanecem perambulando pela Terra. E há submundos terríveis por debaixo da crosta, composto por legiões de espíritos perversos (profundamente ignorantes), com líderes inteligentes, dignos de pena para aqueles que o olham com sensibilidade.

É importante, leitores, que saibam disso, principalmente porque estamos adentrando o Carnaval, e este é um período de intensa movimentação do plano espiritual, pelo convite ao extravasamento das sensações, do sexo desegrado e das bebidas alcoólicas que os seres humanos encarnados tanto apreciam. Incontáveis entidades nesta faixa vibratória se deleitam nessa “orgia nacional”, incentivando-a. É uma loucura, parece que todos nós nos sentimos no direito de cairmos na mais pura animalidade, esquecendo todas as nossas conquistas nobres de muitos séculos, como a família, o trabalho digno, a sensibilidade que já adquirimos. Procuremos permear nossas festividades carnavalescas com atividades mais nobres. Leiam alguma coisa, participem do Congresso Espírita de Goiás, um dos maiores eventos espíritas do mundo; participem das festividades de sua Igreja; procurem algum trabalho voluntário; aproveitem para descansar, passear pelo bosque, estar junto aos familiares.

Sei lá. Temos de fazer de tudo para reformarmos o nosso interior. Para sermos pessoas melhores. E essa reforma não se dá apenas nas ações, mas também nos pensamentos. Na casa mental. Na psique. Cabeça faxinada, coração pronto para a ação dignificante! Façam esse exercício. Procurem avaliar o estado mental de vocês constantemente. Procurem analisar o teor dos seus pensamentos. Lembrem-se de perceber, com agilidade e sagacidade, qual a origem desses pensamentos. São seus, verdadeiramente? Você pensaria nisso? Ou melhor: você quer continuar pensando assim? Quer continuar levando-se por esses estados mentais de tédio, de desânimo, de sexo, de raiva?

Escolha seu caminho, meu chapa. 🙂

Graças a Deus, temos o livre-arbítrio.

Saibamos escolher bem, sempre.