“- Todo interesse pessoal contrariado na vida cria uma revolta interior proporcional ao grau de evolução individual. Em verdade, uma das características que mais definem a Terra como planeta de provas e expiações é exatamente a privação da liberdade. A vida a todo instante nos contraria em favor de nosso crescimento. Somos cassados a todo instante de alguma forma. A transição na humanidade pode ser reconhecida, basicamente, por uma constante oposição aos nossos interesses egoísticos.” Maria Modesto
“- Minha filha, você, porventura, sabe por que sentimos angústia:
- Nem imagino! Mas deve ser por conta de algo muito ruim.
- A angústia é o termômetro do ato de existir.
- Sem filosofias, Doutor. Não estou pra isso! Por favor!
- Não é filosofia, Cibele. É fato. Quando não estamos em sintonia com a vida, nos angustiamos. Angústia é um sentimento da alma que está clamando.
- Clamando pelo que, Doutor Inácio?
- Clamando por mudança.
- Mudança?…
- Mudança de postura íntima.”
Doutor Inácio
Do livro “Quem sabe pode muito, quem ama pode mais”
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“Lutero insistiu que a vocação da Igreja é reformar-se sem cessar. Uma dessas conversões atuais que a realidade pede das Igrejas e das religiões é aceitar o pluralismo cultural e religioso, vigente no mundo, não como um mal inevitável, mas como riqueza suscitada pelo Espírito Divino. Todas as Igrejas contêm profundos valores, mas como tudo o que é humano, também apresentam seus pecados. A diversidade das culturas faz com que cada uma sempre possa aprender com as outras, assim como o cristianismo é chamado a se enriquecer no diálogo com as outras religiões e com pessoas e grupos que não optam por nenhuma tradição religiosa.
Um desafio para todas as Igrejas é abrir-se para expressões da fé não necessariamente ocidentais e tradicionais.”
Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, em “Profecia e Discordância “.
Saiu hoje, no jornal “O Popular”.
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” – Prezar as diferenças. Ter atitude de diversidade. Quem queira em qualquer instância ter bússolas exatas na mão, estará trilhando o caminho da fascinação pelo que faz e realiza. É a forma mais ardilosa de ação do orgulho. Cada um faça o melhor de si sem desejar ser modelo para os outros. E cada qual tire do trabalho alheio o melhor para sua própria experiência sem querer se tornar uma cópia para ninguém. A palavra originalidade é fundamental nesse processo de edificação do novo. Cada grupo ou pessoa, encontrando sua própria caminhada, ouvindo a voz do seu coração, descobrindo sua missão pessoal e grupal. Prezar as diferenças significa valorizar o serviço de outrem, compreender pelas fontes do coração que todas as vivências são ricas de aprendizado e elevação. Abandonar a disputa insana pelo certo e errado. Qual de nós pode com certeza apontar o rumo certo para a vida de quem quer que seja? O próprio Pai-criador estabeleceu o livre-arbítrio porque seria uma loucura querer interferir na intimidade consciencial de Seus filhos.” Professor Cícero Pereira
Do livro “Quem sabe pode muito, quem ama pode mais”, do médium Wanderley de Oliveira, Espírito José Mário (e outros)
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Às vezes a vontade que dá é a de mostrar todas as nosssa cores, os nossos desejos, de explodir nossas vontades e não dar a mínima para que os outros pensarão de nós. De sair voando alegre como um pássaro, de abraçar os mendigos, as pessoas no elevador, de dar oi para o chato e conversar com o gordo do fundo da sala. De confessar que achei bonito, de falar “Eu quero te namorar!”, de peidar no meio do povo, de andar na escada rolante pelo lado contrário.
Dá vontade de deixar que os outros sejam do jeito que são, do modo como gostarem, e acolhê-los alegremente. Igualmente, de nos mostrar do jeito que somos, com todas as nossas idéias, gostos, jeitos e preferências. Às vezes, dá vontade de fazer o que é proibido, de quebrar as regras, de brilhar como flores num jardim, sem ligar para o tédio, crítica e preconceitos alheios.
Mas e a coragem? Quanto mais revolucionário, mesmo que querendo o melhor para todos, menos somos compreendidos pelas pessoas tristes que acham que estão certas. E estão, se o certo é maioria.
Mas quando o certo é alegria? Quando o certo é sermos, de fato, nós mesmos?
Mas… Quem irá nos compreender?
Minha vontade, às vezes, é de virar um palhaço solitário, estilo Patch Adams, e abraçar, sorrindo, um mundo ingrato. Mas não tenho coragem de assumir o meu nariz vermelho, nem de enfertar a ingratidão, por mais que eu saiba que alguns poucos corações gratos me darão retribuições em sorriso e concórdia que valerão mais do que qualquer coisa.

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“- Qual de nós pode mensurar a quantidade de amor existente no coração de quem quer que seja, somente através de sua forma de expressar? Um dos maiores desafios do Espírito na sua peregrinação evolutiva é equilibrar o que diz, com o que faz e o que sente. Costumeiramente, nos confundimos e confundimos aos outros com atitudes e palavras acerca daquilo que realmente sentimos.” Professor Cícero Pereira
Do livro “Quem Sabe Pode Muito, Quem Ama Pode Mais”
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Estou cada vez mais percebendo a minha característica de simples ser humano.
Sou um garoto que sempre pensou grande. Sempre teve visões sobre si demasiadamente exacerbadas. Não que seja arrogante ou cheio de mim próprio, não, não tenho nariz empinado. Consigo apreciar as qualidades alheias. Sempre me vi como “Grande”, mas não com o intuito de brilhar mais que os outros (na verdade, eu tenho um pouco disso também, mas não vem ao caso, agora [não quero me destruir por completo na frente de vocês leitores, hehehe...]). Esta grandeza estaria relacionada com a capacidade de amar, ajudar, alegrar e estimular a felicidade entre os seres humanos. Com a capacidade de escutar, de concordar, de entender a todos… Enfim, de agradar.
Veja que isso não é de todo ruim. Pelo menos, não prejudico pessoas. Mas prejudico muito a mim mesmo. Muitíssimo. Com cobranças exageradas sobre minhas atitudes frente aos outros, principalmente no “querer agradar a todos”, justamente para que as pessoas confirmem minha concepção de grandiosidade. E isso muitas vezes dá certo, infelizmente. Muitas pessoas me têm como alguém com inúmeras qualidades, das quais, fazendo uma análise mais correta sobre mim, seriam impossíveis de serem encontradas. Não no João. Mas eu mantenho a pose, porque ainda não consigo lidar com o fato de ser simples ser humano. Com o fato de ter inúmeros defeitos. De não ser tão compreensivo como gostaria. De ser mais arrogante e vaidoso (com o corpo, com minhas manifestações às pessoas através de expressões, idéias, textos no blog) do que quereria. De pensar em sexo várias vezes ao dia… No fundo, dá pra perceber que eu não consigo lidar com o fato de ter de brilhar menos que outras pessoas (droga, cheguei aonde não queria chegar). Com o fato de não ser elogiado ou agraciado. Com o fato de ser simplesmente um João – minha mãe, muito sábia, marcou na testa do filho com idéias megalomaníacas um dos nomes mais comuns do Brasil.
Acho que ser simplesmente alguém é uma idéia que não consigo conceber, e neste ponto ainda não estou convencido do contrário. Não somos só “mais um”, somos gente que ama, que tem qualidades, potenciais, que pode alegrar e mudar. Essa idéia me parece, ainda, a mais correta. Tenho muita fé em mim e nas pessoas ao meu redor. Agora, acreditar que não existam barreiras intransponíveis, que tudo pode ser alegria, que não temos numerosas faltas e tristezas, que nada pode deter nossa luz, estas são idéias que estou descobrindo, com muito custo!, que são errôneas.
Isto não está me deixando mais triste. Estou, na verdade, vendo a vida tal como ela é, percebendo a sua beleza e a sua tristeza. A vida fica, assim, mas real, e muito mais bela do que meu conceito de “beleza Armstrong: ‘I see trees of green…”. As experiências que estou tendo ao realizar nosso pequeno trabalho voluntário no Madre Germana 2 tem me auxiliado muito neste aspecto. Estou percebendo que as pessoas estão carentes de amor, e tem diversas razões para isso, e que eu não sou o “salvador da pátria”; aliás, mal consigo lidar com as facetas de dor, tristeza e incompreensão que aparecem no meu caminho. Estou descobrindo que eu próprio estou incluído neste grupo que tem carência por amor.
Por exemplo: em distribuindo mensagenzinhas de força, fé e coragem numa feira deste bairro, encontrei um senhor que pegou o papel e, mal lendo o que estava escrito, disse: Isso aqui é coisa espírita, isso aqui é coisa do diabo. Sai da minha barraca que você vai trazer é desgraça.
A mensagem era excelente, e se o senhor evangélico a tivesse lido, veria que o título era “A ignorância”. Mas ele não leu, e me tratou mal, e eu fiquei extremamente frustrado com aquilo, tão frustrado que quase cheguei a chorar. “Ele não entende nada, o burro ignorante!” pensava, com raiva. “Se ao menos lêsse a mensagem, entenderia um pouco mais sobre a ignorância.” Mas eu também não entendia nada sobre ela… E percebi que não estava entregando as mensagens como um servidor que queria fazer o bem, sem pensar nos resultados; percebi que eu queria agradar e parecer ser alguém bom.
Outro exemplo, no qual as lágrimas também me vieram aos olhos, mas não por raiva de não ter agradado, e sim por encanto em relação as coisas simples da vida: as crianças da creche. São tão humildes, carinhosas, amigas. Essa simplicidade, essa fidelidade (porque as crianças de lá acreditam muito em mim), esse carinho que elas têm por mim, às vezes me dá uma vontade de chorar, porque eu penso que nunca poderia merecer aquilo, porque elas agem de uma maneira tão pura e bondosa, eu e meus pensamentos megalomaníacos vão caindo por terra… Eu nunca seria capaz de retribuir a elas. E choro – mas neste caso, não por raiva ou decepção de não poder ser assim do jeito que elas são, mas por humildade e reverência a esta beleza sublime que estou longe de alcançar (e que, idiotamente, acreditava ter!), mas que vem ao meu encontro como que por misericórdia…
Estou percebendo que mudar o Brasil é uma utopia. Mudar Goiás é uma utopia. Mesmo um bairro é complicado! Na verdade, se pudermos clarear a mente de uma pessoa que seja, se pudermos conquistar um sorriso de uma criança apenas, estaremos fazendo algo grandioso. Mais do que isso: se pudermos encontrarmos em nós qualidades mínimas para conquistar e amar poucas pessoas, já estamos dando grandes passos. Não dá pra agradar a todos. É uma ilusão de gente que acha que consegue compreender qualquer ser humano que apareça na sua frente. O ser humano é algo extremamente complexo, com sentimentos interiores, pensamentos que nem imaginamos! Não dá pra compreender a todos. Imagina, já é difícil compreendermos a nós próprios, quanto mais a outros!
E assim, vou sendo menor do que desejaria ser, mais eu mesmo, e vou me encantando com as belezas e lições que a vida vai dando. Vou desejando brilhar menos, e de viver “sem me notar”. Vou fazendo a minha parte, distribuindo aquilo que dou conta, e acabo ganhando bem pouco. Este pouco, entretanto, é pequeno aos olhos (nossos) embriagados de ilusões. São, na verdade, recompensas grandiosas para nosso ser, nosso interior mais profundo…
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O Açúcar
O branco açúcar que adoçará meu café
Nesta manhã de Ipanema
Não foi produzido por mim
Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
E afável ao paladar
Como beijo de moça, água
Na pele, flor
Que se dissolve na boca. Mas este açúcar
Não foi feito por mim.
Este açúcar veio
Da mercearia da esquina e
Tampouco o fez o Oliveira,
Dono da mercearia.
Este açúcar veio
De uma usina de açúcar em Pernambuco
Ou no Estado do Rio
E tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
E veio dos canaviais extensos
Que não nascem por acaso
No regaço do vale.
Em lugares distantes,
Onde não há hospital,
Nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome
Aos 27 anos
Plantaram e colheram a cana
Que viraria açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga
E dura
Produziram este açúcar
Branco e puro
Com que adoço meu café esta manhã
Em Ipanema.
Ferreira Gullar
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“O grupo que desejar inserir-se com mais fidelidade aos Propósitos Maiores desse tempo de renovação, trabalhará pela formação de pequenas células nas quais possa reunir seus trabalhadores mais atuantes para conversarem acerca de seus sentimentos, de suas mágoas, de suas virtudes. Ou se criam esses ambientes, ou a equipe ficará a mercê de velhos golpes e assaltos do nosso egoísmo. Haverá quem veja nessa medida uma atitude romântica ou perda de tempo. Tais pensamentos, no entanto, são mais comuns entre aqueles, cuja tarefa, em nossos grupos de autodescobrimento, aqui no Hospital Esperança*, lhes causa uma enorme e real sensação de perda de tempo por não terem tido a coragem de se desnudar enquanto na vida física. São as formas constumeiras de reação do inconsciente, quando se fala em mexer em suas estruturas mais profundas e acomodadas.” Dona Modesto
* Obra de amor fundada por Eurípedes Barsanulfo no plano espiritual
” Os centros espíritas do século XXI serão escolas do Espírito nos quais, além de princípios basilares da doutrina, estaremos estudando sobre a arte de conviver com amor. Além de estudos sistematizados do Espiritismo, estaremos fazendo estudos sistematizados de si, buscando um contato mais harmônico conosco próprios. Então nossas tarefas de caridade e instrução terão encanto e fulgor. Nossos ambientes serão praças de alegria e convívio fraternal” Professor Cícero Pereira
Do livro “Quem sabe pode muito, quem ama pode mais”.
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“- Realmente! Apesar de indiferente, jamais consegui ver meus ofensores por um prisma fraternal. Guardei apenas recordações infelizes de todos eles, caindo na descrença.
- A mágoa cristaliza nossa visão no lado menos feliz das pessoas que nos ofenderam. Sob efeito da ofensa, somos capazes de esquecer, automaticamente, o afeto e os momentos de alegria que tivemos com nossos ofensores. Esse talvez seja o pior defeito da mágoa.
- Perdão é somente esquecer a ofensa?
- Perdão é emoção e não memória. Não se trata de apagar a memória, mas ressignificá-la.
- Como é perdoar com autenticidade?
- A prova mais autêntica de perdão no mundo íntimo é quando conseguimos resguardar o nosso foco mental nos aspectos positivos das pessoas que nos ofenderam” Dona Modesto
“Perdoar é compreender. Quem perdoa entendeu as razões da mágoa. Para perdoar não teremos de entender necessariamente a conduta do ofensor, mas a razão de nos sentirmos ofendidos.” Dona Modesto
“A mágoa é um desgosto cujo objetivo é nos ensinar algo que não estamos querendo ver de outro modo. Assim como a raiva que tem finalidades importantes no crescimento, a mágoa tem lições profundas quando desejamos olhar para nós. Aliás, a mágoa, quase sempre, é raiva congelada, isto é, sentimos raiva em algum momento e não utilizamos esse sentimento com equilíbrio. Posteriormente, essa raiva cria uma mutação e transforma em ressentimento.” Dona Modesto
“- Quando somos agredidos, entra em ação a emoção da raiva, para nos proteger. É o escudo contra o que pode nos machucar. É um sinal do coração para que o ofendido descubra pela dor algo importante para sua caminhada. E quando descobrir tomará o ofensor como grande instrutor de sua vida. A mágoa tem como elemente emocional básico a raiva que faz parte do sistema defensivo da alma.” Dona Modesto
Quatro trechos do livro “Quem sabe pode muito, quem ama pode mais”, do Espírito José Mario, psicografado por Wanderley S. de Oliveira. Vocês devem estar achando que eu ganho por fora para falar deste livro, mas a verdade é que ele é muito bom mesmo…
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